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"Entre a vitória real e a moral há margem para todos os argumentos."
Carlos Drummond de Andrade
Olá! Este blog é dedicado à minha maior paixão, o futebol.
Aqui serão publicados meus escritos com dados, análises, críticas e opiniões acerca dos
principais acontecimentos desse esporte. Sempre
que possível, pretendo incluir notícias de campeonatos, seleções e clubes
estrangeiros,
além de informações sobre outros esportes que venham a ser convenientes. Tentarei
(em vão) equilibrar coração e razão, pois escrever movida pelo fanatismo é um presságio para um texto sem credibilidade, no entanto, como eu já disse, futebol é uma paixão
e isso me ajudará a escrever com afinco e entusiasmo!
Pra quem não identificou, o layout tem como tema o jogador Alex,
frisando sua passagem gloriosa pelo Palmeiras. Ele é quem eu posso chamar de
ídolo, pois o acompanho desde o Brasileirão de 97. Atualmente, mesmo longe do Verdão
[brilhando em gramados turcos pelo Fenerbahçe], continua a me maravilhar.
:: Perfil ::
"Cumpri o dever e não driblei o meu destino. Meu destino era amar o futebol. Amei-o."
Paulo Mendes Campos
Meu nome é Clarice e tenho 22 anos. Sou palmeirense e, na minha terra,
simpatizo com o Vozão, o Ceará.
Adoro qualquer esporte. Acho que o deleite de um atleta alcança o cume das sensações e é superior
a qualquer outro prazer.
Já gostei mais de Fórmula 1. Mesmo após a morte de Senna,
continuei acompanhando as temporadas. No entanto, durante a hegemonia de
Schumacher, comecei
a considerar a modalidade previsível
e enfadonha visto que não possuo tantos conhecimentos tecnológicos. O que
sempre me atraiu foi o aspecto esportivo: disputa, tática e talento
individual do piloto. Nos últimos anos, tento retomar o hábito de ver os
GPs.
Nunca sequer andei de patins, mas aprecio bastante assistir às
exibições de esportes radicais.
Preferia Paula à Hortência. Sou uma das únicas
pessoas que não criticou Guga em seu desejo obstinado de continuar jogando
mesmo com todos os entraves físicos. Defendo os estaduais e gosto de campeonatos
disputados por pontos corridos, apesar de não abominar competições com partidas
eliminatórias.
Já joguei futsal por muito tempo. Fui capitã, pivô titular e
camisa 10 da seleção do colégio. Parei por causa de um problema no joelho
(patela lateralizada). Minha meta é voltar a jogar. Desde que me
machuquei, venho sofrendo da abstinência. Sinto o vazio que tomaria
Camus sem o absurdo, Lispector sem suas epifanias e Gessinger sem sua
parabólica.
Caso alguém queira colaborar com um artigo sobre qualquer esporte, uma crônica, uma crítica,
o que for, por favor, pode entrar em contato comigo no e-mail caicinha@hotmail.com ou
aderir à comunidade
do Beijos Pra Torcida no orkut.
Se quiser saber mais sobre mim, acesse meu blog
pessoal.
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"Crítico de futebol é um privilegiado que só começa a jogar quando o
jogo termina: por isso ganha sempre."
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- O
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metal não é nobre, é mero chumbo
- O
macete de esconder as cinzas sob o tapete
-
O
difícil exercício de viver em paz
- Leão
intocável
- A
mídia e a mediocracia
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pra torcida que canta e vibra
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João Cabral de Melo Neto
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O futebol brasileiro evocado da Europa
João Cabral de Melo Neto
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João Cabral de Melo Neto
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Difícil não desconfiar de Dunga na Seleção
Ubiratan Leal
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Meio
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Jorge Ben Jor
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Goleador
Samba Tri
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Linha
de passe
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- Goleiro
(eu vou lhe avisar)
Jorge Ben Jor
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"Bem-aventurados os que não escalam, pois não terão suas mães agravadas, seu sexo contestado e sua integridade física ameaçada, ao saírem do estádio.
Bem-aventurados os que não são escalados, pois escapam de vaias, projéteis, contusões, fraturas, e mesmo da glória precária de um dia."
Carlos Drummond de Andrade
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"Mais do que os homens lutam no gramado, há o espetáculo dos que trepam nas arquibancadas, dos que se apinham nas gerais, dos que se acomodam nas cadeiras de pistas. Nunca vi tanta semelhança
entre tanta gente. Todos os setenta mil espectadores que enchem um Fla-Flu se
parecem, sofrem as mesmas reações, jogam os mesmos insultos, dão os
mesmos gritos. Fico no meio de todos e os sinto como irmãos, nas vitórias
e nas derrotas. As conversas que escuto, as brigas que assisto, os ditos, as
graças, os doestos que largam são como se saía entre tanta gente. Todos os setenta mil"
José Lins do Rego
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Clarice
sabato, febbraio 25, 2006
Clarice
21:44
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!
lunedì, febbraio 20, 2006
Falando no comandante alviverde, façam o favor de não chamar "sacada genial" sua decisão retardada de tirar Lúcio após cerca de 10 partidas angustiantes aos palestrinos.
Clarice
10:41
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!
venerdì, febbraio 17, 2006
por José Lins do Rego
Muita gente me pergunta: mas o que vai você fazer no futebol? Divertir-me, digo a uns. Viver, digo a outros. E sofrer, diriam os meus correligionários flamengos. Na verdade uma partida de futebol é mais alguma coisa que um bater de bola, que uma disputa de pontapés. Os espanhóis fizeram de suas touradas espécie de retrato psicológico de um povo. Ligaram-se com tanta alma, com tanto corpo aos espetáculos selvagem que com eles explicam mais a Espanha que com livros e livros de sociólogos. Os que falam de barbarismo em relação às matanças de touros são os mesmos que falam de estupidez em relação a uma partida de futebol. E então generalizam: é o momento da falta de espírito admirar-se o que homens fazem com os pés. Ironizam os que vão passar duas horas vendo as bicicletas de um Leônidas, as “tiradas” de um Domingos. Para esta gente tudo isso não passa de uma degradação. No entanto há uma grandeza no futebol que escapa aos requintados. Não é ele só o espetáculo que nos absorve, que nos embriaga, que nos arrasa, muitas vezes, os nervos. Há na batalha dos vinte e dois homens em campo uma verdadeira exibição da diversidade da natureza humana submetida a um comando, ao desejo de vitória. Os que estão de fora gritando, vociferando, uivando de ódio e de alegria, não percebem que os heróis estão dando mais alguma coisa que pontapés, cargas de corpos; estão usando a cabeça, o cérebro, a inteligência. Para que eles vençam se faz preciso um domínio completo de todos os impulsos que o homem que é lobo seja menos lobo, que os instintos devoradores se mantenham em mordaça. Um preto que mal sabe assinar a súmula, que quase que não é gente, assume uma dignidade de mestre na posição que defende, dominando os nervos e músculos com uma precisão assombrosa. Vemo-lo correr de um lado para o outro, saber colocar-se com tal elegância, agir com tamanha eficiência que nos arrebata.
Vi Fausto, aquele que o povo chamava de “Maravilha Negra”, dentro de um campo, com trinta mil pessoas, com os olhos em cima dele, vencendo adversários, distribuindo “passes” com o domínio de um mágico. Era um rei no centro do gramado, dando-nos a impressão que tudo corria para os seus pés e para a sua cabeça. Ouvi, outro dia, torcedor, homem do povo, dizendo: “Ah! Como o finado Fausto não aparece outro. Aquele comia a bola!”. Aí está bem a imagem verdadeira, a imagem que diz tudo. Comer a bola. É como se a bola fosse só dele, uma comida de seus pés de maravilha. O que havia em Fausto é o que há em Brailowsky; é a perfeição da virtuosidade, é gênio do artista que venceu as dificuldades com mais alguma coisa que o exercício. Fausto não era só o homem feito pelo treino, era o dono de uma fabulosa força nativa. O que dá a Brailowsky a sabedoria não é o cuidado com a sua preparação, é o seu poder de ser da música como um instrumento feito de carne e nervos. Um Fausto não se faz, nasce, projeta-se como obra de Deus.
Domingos é outro que é mestre desde os 19 anos de idade. Quando apareceu em Bangu vinha para ser o maior de todos os tempos, uma natureza de homem frio que trabalha como cirurgião. Não há na natureza dele o brilho, a cor. É um mestre do claro-escuro. Domingos é dos que gostam de machucar os nervos das multidões. Às vezes, ele brinca com fogo, arrasta o ser arco a perigos iminentes. E lento como se quisesse matar os fãs do coração, ele faz as suas “tiradas” que são verdadeiros golpes de vida ou morte. Domínio de nervos e de músculos que nos deixa orgulhoso da espécie humana.
Mas, mais do que os homens lutam no gramado, há o espetáculo dos que trepam nas arquibancadas, dos que se apinham nas gerais, dos que se acomodam nas cadeiras de pistas. Nunca vi tanta semelhança entre tanta gente. Todos os setenta mil espectadores que enchem um “Fla-Flu” se parecem, sofrem as mesmas reações, jogam os mesmos insultos, dão os mesmos gritos. Fico no meio de todos e os sinto como irmãos, nas vitórias e nas derrotas. As conversas que escuto, as brigas que assisto, os ditos, as graças, os doestos que largam são como se saíssem de homens e mulheres da mesma classe. Neste sentido o futebol é como o carnaval, um agente de confraternidade. Liga os homens no amor e no ódio. Faz que eles gritem as mesmas palavras, e admirem e exaltem os mesmos heróis. Quando me jogo numa arquibancada, nos apertões de um estádio cheio, ponho-me a observar, a ver, a escutar. E vejo e escuto muita coisa viva, vejo e escuto o povo em plena criação. Outro dia acabava de ler um artigo de Augusto Frederico Schmidt sobre clássicos e modernos. Jogava o Flamengo com o Fluminense. Era uma partida que os jornais chamavam de clássica. Então ouvi dois pretos na conversa: “é o que lhe digo, esta história de futebol ensinando demais dá em ‘lero-lero’. No meu tempo futebol se jogava no campo. E a gente via um Candiota, um Néri, um Mimi Sodré e fazia gosto. Agora não. O jogador entra em campo com o jogo mandado. E dá nisso, neste ‘lero-lero’.”
Ao o outro negro falou: “Qual nada. Isto é classe”. “Que classe, que coisa nenhuma. São uns mascarados”, foi dizendo o primeiro. “De que serve a classe se eles não têm fôlego?”
Ouviu-se um grito tremendo de todo o estádio. Era Domingos que fazia uma tirada como um toureiro que matasse um touro bravo.
“Este tem classes”, disse o primeiro negro.
“É mas tem fôlego também”, disse o segundo negro.
E aí estava todo o problema que eu e o poeta Schmidt debatíamos: Fôlego e Classe.
Salvo pelo Flamengo
por Paulo Mendes Campos
Desde garotinho que não sou Flamengo, mas tenho pelo clube da Gávea um dívida séria, que torno pública neste escrito. Em 1956, passei uma semana em Estocolmo, hospedado em um hotel chamado Aston. Era primavera, pelo menos teoricamente, havia um congresso internacional na cidade, os hotéis estavam lotados, criando contratempos para turistas do interior ou estrangeiros. A recepção do Aston, por exemplo, vivia sempre cheia de gente implorando por um quarto ou discutindo a respeito de uma reserva feita por telegrama ou telefone.
Estava há dois ou três dias na cidade, quando me pediram para receber um brasileiro e encaminha-lo ao hotel, onde lhe fora reservado de fato um apartamento. Era uma hora da madrugada quando entramos no hotel e me encaminhei até o empregado do balcão, dando-lhe o nome do meu amigo e lembrando-lhe a reserva. O funcionário, homem de uns sessenta anos e de uma honesta cara escandinava, tomou uma atitude estranha e difusa, que a princípio me surpreendeu e ia acabando por me indignar: ele não confirmava a existência da reserva, nem deixava de confirmar.
Como começasse a protestar, vi que seu rosto tomava uma expressão aflita; eu entendendo cada vez menos. Quando passei a exigir o apartamento com alguma energia, o homem, trêmulo, nervoso, pediu-me desculpas e trouxe afinal a ficha de identificação. Foi aí que vi levantar-se da penumbra de uma saleta contígua o gigante.
Se o leitor conhece um homem forte, mas muito forte mesmo, imagine uma pessoa duas vezes mais forte, e terá uma vaga idéia desse gigante que veio andando até nós, botando ódio pelos olhos e espetacularmente bêbado. O monstro passou por mim com desprezo e, agarrando o empregado pela gola do uniforme, entrou a sacudi-lo e insulta-lo em sueco. Às vezes, éramos arrolados nessa invectiva, pois o gigante nos apontava enquanto dizia coisas.
O empregado, demonstrando possuir um bom instinto de conservação, deixava-se sacolejar à vontade. Rosnando assustadoramente, o ciclope foi sentar-se de novo na saleta, onde só então dei pela presença de outro sujeito, também bêbado, mas sinistramente silencioso.É hoje, pensei. Sair do meu Brasilzinho tão bom, fazer uma viagem imensa, para ser trucidado sem explicação por um bêbado.
O fato de ser na Suécia, onde arbitrários atos de violência não são comuns, ainda tornava mais absurdo, um absurdo existencialista, o meu triste fim. Indaguei do empregado o que se passava. Ficou mudo. Insisti na pergunta, e ele, sussurrando desamparadamente, explicou-me que o gigante estava a pensar: primeiro, que não conseguira vaga no hotel por ser sueco e estar embriagado; segundo, que nós conseguíramos por ser americanos, norte-americanos.
Ora, se meu amigo de fato era meio ruivo, seu jeitão era mineiro; quanto a mim, se fosse americano, só poderia ser filho de portugueses. Por outro lado, o meu inglês amarrado não deixava a menor dúvida sobre a questão de ser ou não ser americano. Só mesmo um sueco bêbado em uma madrugada de neve e vento iria supor que fôssemos americanos. Mas agora era o próprio gigante que bradava para nós com sarcasmo e ira:
- American! American!
Fiquei um pouco mais esperançoso, acreditando que ele falasse inglês, e disse-lhe, exagerando minha alegria e meu orgulho por isso, que não éramos americanos coisa nenhuma, éramos brasileiros. Não entendeu ou talvez pensou que estivéssemos covardemente a renegar a nossa pátria, voltando a vociferar, em um esforço lingüístico que contraía todos os músculos de seu rosto:
- American! Dollar! No like!
As palavras em si significavam pouco, mas a maneira de exprimi-las era de um eloqüência que teria destruído Catilina muito mais depressa que os discursos de Cícero. Durante alguns minutos mantivemos os dois uma polêmica oratória nestes termos:
- American!
- No, brazilian!
- American!
- Brazilian!
Essa versátil discussão ia levar-me ao abismo, quando de súbito me pareceu que a palavra “brazilian” havia penetrado por fim em sua testa granítica. Descontraindo os músculos, o gigante me perguntou:
- Brazil?! No american? Brazil?
Não tinha certeza se ele estava me gozando, mas sua expressão era tão estranhamente deslumbrada e infantil, que afirmei cheio de entusiasmo:
- Yes, Brazil!
Ele se levantou, cambaleou, aproximou-se, apontou meu amigo:
- Brazil?
- Brazil, Brazil.
Veio chegando, sorrindo, em pleno estado de graça, e gritou com alma, como se saudasse o nascimento de um mundo novo:
- Flamengo!! Falmengo!!
Imediatamente, o gigante entrou em transe e começou a fazer problemáticas firulas com uma bola imaginária, mas dando a entender cabalmente o quanto ele admirava (admirava é pouco: o quanto ele amava) o malabarismo dos nossos jogadores.
O gigante se desencantara, virando menino. A certa altura, depois de fazer um passe de letra, parou e confessou-me com um orgulho caloroso:
- I Flamengo! I Rubens!
Ele não era sueco, não era gigante, não era bêbado, não era um ex-campeão de hóquei (conforme soube depois), era Flamengo, era Rubens. Depois cutucou-me o peito, tomado de perigosa dúvida:
- You! Flamengo?
Que o Botafogo me perdoe, mas era um caso de vida ou de morte, e também gritei descaradamente:
- Flamengo! Yes! Flamengo! The greatest one!
Clarice
06:54
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!
mercoledì, febbraio 15, 2006

[Marcinho Guerreiro carrega, todos se benzem. O cabeça-de-área patina, passa pelo primeiro. Dá um drible de joelho e deixa mais um para trás. Vê-se a chama pentecostal acima de sua cabeça e milagrosamente ele dribla outro. Como a cota de milagres já havia terminado, ele erra o passe e dá o contrataque ao Cerro Porteño.]
Loura: Se mata, Marcinho!
Mama: Tem é que acontecer um suicídio coletivo no Palmeiras.
Clarice
22:10
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!
martedì, febbraio 14, 2006
Ontem, durante o "Linha de passe", o neutro Juca Kkouri disse, com brilho nos olhos, algo certíssimo: parece que Leão está querendo tumultuar seu trabalho no Palmeiras para cair fora. E faz sentido. A displicência que o técnico vem apresentando já demonstra certo descaso para com um clube e uma torcida que o tratam como rei. Ou, no mínimo, seu comprometimento passa longe de corresponder a idolatria que os palmeirenses dedicam-lhe. Talvez por todos os paparicos em torno de si, o treinador sinta-se no direito de frescar. Não sei se "frescar" é uma gíria local ininteligível ou a maioria compreende seu significado aqui implantado, que é de "brincar", "não trabalhar com esmero", "ser displicente". Trocando em miúdos, "inventar".
Já que Leão frisa insistentemente que o plantel é limitado, por que escala o time todo vulnerável como se trabalhasse com o elenco do Real Madrid? Como se não bastasse deixar tudo aberto, a solução que ele vira e mexe revolve é a de pôr o grande marcador Paulo Baier como segundo volante. Já o abjeto Lúcio continua intocável enquanto o bom Corrêa recebe tratamento de puta. Diante dos exemplos citados e as devidas explanações acerca do valor semântico da expressão referida anteriormente, alguém acha que o felino não está frescando?
Se os palestrinos vissem-no apenas como um técnico de futebol, Leão teria que ralar mais e ralhar menos. Logicamente, eu preferia ter todos os motivos para elogiar e respeitar o comandante, principalmente com nossa orfandade irremediável deixada pela saída de Felipão, contudo não posso maquiar a real situação. Após as passagens de tantos técnicos capengas pelo Parque Antarctica, criou-se uma expectativa enorme com a chegada do antigo ídolo cuja competência como treinador também já foi comprovada.
Agora Leão tem que voltar a trabalhar com a tal simplicidade que tanto defende. Ou então, "engasgue" logo e vire capacho da máfia do Parque São Jorge. Se eu fosse presidente do Palmeiras, o ainda treinador alviverde teria que explicar minuciosamente suas palavras. Alguns palmeirenses mais astutos ou iludidos - por enquanto, não sabemos qual dos dois - dizem que o técnico está ironizando o Corinthians e Lopes. De qualquer modo, as trovinhas de Leão já encheram. Ele tem todo o direito (e o dever) de pedir reforços, porém são intoleráveis ameaças subentendidas em jogos de palavras e afirmações dúbias. Se eu fosse presidente do Palmeiras, no mínimo aconselharia o treinador a fechar um pouco a matraca. Felizmente, não mando nessa bodega.
Clarice
14:59
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!
lunedì, febbraio 13, 2006
Clarice
13:52
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!
domenica, febbraio 12, 2006
- Fato curioso que acabei de ouvir: alguns jogadores do Botafogo foram expulsos durante a pré-temporada! Nota-se que não faltou treinamento. Provavelmente por isso que hoje o pau comeu solto. Aliás, vergonhosa a arbitragem dessa final da Taça Guanabara. Talvez a pior que já vi. O pênalti que Max cometeu foi mais escandaloso do que a famigerada penalidade não marcada em cima de Tinga no Zveitão. Sem contar as agressões de Ruy e Lúcio Flávio, ambas nitidamente merecedoras de cartão vermelho. No entanto, o juiz pamonha esquivou-se em todos os lances citados. Devia ser proibido de apitar até pelada.
- Quando indagado sobre a fragilidade do setor defensivo palmeirense, que o obrigou a trabalhar bastante no jogo contra o Guarani, Marcos respondeu: "achei bom, pois as bolas chegavam e eu peguei tudo... no dia seguinte, só deu Marcos na TV". Bem diferente da azeda falsa modéstia do Rogério Bambi.
- Não me lembro quem emitiu este comentário, mas agradou-me bastante ver que a imprensa ainda tem um fiozinho de perspicácia (melhor ainda: com uma visão multidisciplinar). Durante a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Turim, alguém disse que aquela bela imagem estava fadada ao desaparecimento em breve já que o aquecimento global derreterá gradativamente a neve do planeta. Parece exagero, porém não o é, pois as catástrofes naturais crescem em velocidade exponencial. E o homem, soberbamente seguro de sua superioridade às demais espécies, prova com sua estupidez que é o lobo do próprio homem
- Já que Leão insiste que só tem à disposição jogadores nota 5, por que põe o time pra jogar pra cima, ficando totalmente vulnerável, como se fosse o Real Madrid?
- Apesar de admitir a utilidade de Marcinho Guerreiro quando este atravessa uma boa fase, não posso deixar de criticar suas últimas atuações. Ontem ele reviveu seus tempos de Marcinho "Delivery", entregando o gol pifiamente. Neste ponto, Leão teve uma ótima observação: "tomamos o gol quando deixamos de ser simples". Guerreiro pensou que era Magrão, lascamo-nos em conseqüência. Aliás, Marcinho Guerreiro e Lúcio são a imagem da derrota. Infelizmente... por Marcinho. Quanto a Lúcio, não lamento. Uma praga dessas não joga nem no Ceará.
Clarice
16:52
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!
sabato, febbraio 11, 2006
Leão perdeu uma oportunidade de arrumar o time contra o Guarani. Na ocasião, inventou demais e foi mal sucedido em seu intento. Hoje, diante do Bragantino, voltou atrás. Até que o time melhorou, porém era notória a dispersão e a falta de comando. Se Marcinho Guerreiro não tivesse desperdiçado dois gols feitos ou o árbitro não houvesse se esquivado na hora de marcar o sopapo que Enílton levou dentro ou muito próximo da entrada da área, os três pontos certamente seriam nossos. No entanto, já que lamentações não têm grande serventia, quero ver nossa comissão técnica suando assim como faz Corrêa, a quem Leão constantemente culpa nos fracassos alviverdes. Hoje, contudo, o treinador não pode responsabilizar o jogador. Pelo contrário, deve agradecê-lo pelo empenho, que às vezes falta a alguns atletas como Marcinho (o meia-atacante), e por sua qualidade, inexistente ao tenebroso Lúcio.
Clarice
19:09
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!
venerdì, febbraio 10, 2006
- Suponhamos que aquele chute tenebroso do craque Danilo não encontrasse Alex Dias e, portanto, a bola saísse pela linha de fundo, próxima à lateral. Responda rápido: a torcida são-paulina xingaria o mesmo ou apenas o vaiaria?
- Dúvida: como melhor elenco do Brasil, o time misto do Corinthians não deveria superar um desfalcado São Caetano? É permitido ao supertimão usar a ausência de certos jogadores como desculpa? Se um excelente plantel não tem peças de reposição, pra quê ele serve?
- Edmundo provou, principalmente contra o São Paulo, que tem lugar garantido na equipe palmeirense titular atuando bem ou mal visto que, além de ser craque, o Animal não treme nem se esquiva em jogos importantes.
- Grazie, San Caetano, por tratar os gambás como fregueses assíduos já que nós não mais o fazemos.
Clarice
15:58
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!
martedì, febbraio 07, 2006
Não sei se brincadeiras nos treinos de finalização - com firulas, toquinhos de letra e calcanhar, chutes de trivela, etc - são práticas comuns aos atletas palmeirenses. As declarações de Marcos, no entanto, fazem sentido. Veja o porquê:
Listando somente os gols feitos desperdiçados que ainda recordo, chances claríssimas cara a cara com Bosco:
- Edmundo parou diante do marcador, passou o pé por cima da bola, puxou para dentro e enfiou para Paulo Baier, que finalizou fraco.
- Edmundo lançou para Lúcio, que tocou para Washington mandar por cima quando este só precisava empurrar pra dentro.
- Marcinho Guerreiro arrancou e presenteou Edmundo, que chutou acima da meta.
- Edmundo deu belíssimo lançamento para Paulo Baier, que acertou o travessão.
Outra no pau:
- Washington finalizou de fora da área acertando a trave superior dos tricoloridos.
Chutes de longe:
- Marcinho pegou uma sobra próxima à entrada da área e bateu forte no canto, lembrando um pouco o gol de Thiago. No entanto, no lance do são-paulino, Marcos havia saído da meta, estando um pouco antecipado no momento do chute. Além disso, o rebote no lance do gol pertencia a Lúcio, que matou de canela e entregou a rapadura ao bambi.
- Marcinho bateu uma falta de longe com força e precisão, obrigando Bosco a ceder escanteio. Exceto por estas duas boas aparições, Marcinho pouco produziu na partida.
Faltou calma:
- Edmundo recebeu cruzamento à altura do peito e curvou-se um pouco para cabecear longe. Contudo, o Animal tinha liberdade para dominar e concluir melhor postado.
Jogada boa, mas não o suficiente:
- Washington deu uma bela virada de centroavante e finalizou rasteira no canto de Bosco, que precisou fazer boa defesa.
Edmundo também não caluniou ninguém quando criticou as falhas defensivas palestrinas. Veja o porquê:
O que não poderia ter acontecido no primeiro gol:
- Marcinho Guerreiro estava enfiado dentro da área no momento da cobrança de Corrêa. O que ele fazia ali enquanto a defesa ficava desguarnecida?
- Lúcio também não estava cobrindo ninguém, o que é uma burrice curiosa visto que ele nunca cabeceia. Além disso, não divide bolas nem finaliza bem para tentar pegar um possível rebote.
- Acertar a barreira é normal, o problema foi o combate de Corrêa, que teve frustrada sua tentativa de matar o lance numa "cama de gato". Podemos ponderar que ele temesse ser penalizado devido a uma falta mais dura e/ou que o lance fosse interpretado como antijogo, mas foi um erro de qualquer modo.
- Como se espera do goleiro num cruzamento, Marcos socou a bola, entretanto não podia fazê-lo para a entrada da área.
- A bola estava sob o domínio absoluto de Lúcio, que provou toda sua falta de destreza ao matá-la na canela e entregá-la limpinha para Thiago finalizar.
Falar sobre o último é redundância:
- Alceu e Edmundo protagonizaram um lance pífio, que matou o Verdão no momento em que o Palestra parecia que pressionaria em busca do empate.
Todo mundo diz que o Palmeiras tem problemas estruturais, contudo o nome de Leão permanece intocável. Eu pensava que estrutura e tática remetiam diretamente ao trabalho do treinador. Veja o porquê:
Lúcio:
- O lateral-esquerdo é titular absoluto apesar de nunca ganhar uma dividida, não saber cruzar, errar passes nos piores momentos e regiões do campo (proporcionando contra-ataques perigosíssimos) e sempre deixar uma avenida para o ala/lateral/meia/ponta direita adversário. Pra completar, com Paulo Baier no outro flanco e apenas dois zagueiros atrás, complica escalar Lúcio que, além de inócuo no ataque, não tem um poder mínimo de marcação.
Marcinho Guerreiro:
- Apesar do bom início de temporada, seu rendimento vem caindo bastante, principalmente nos jogos mais importantes. No clássico, parecia patinar em campo: cercava os adversários de modo atabalhoado e parecia estar sempre atrasado, precisando correr atrás. Além disso, é prejudicado pelo posicionamento indefinido, ora como tercerio zagueiro, ora como cabeça-de-área.
Ricardinho:
- Suposição de duas mentes ociosas (Clarice e Mateus): Ricardinho, boa aquisição alviverde, foi anulado na partida diante do São Paulo devido à presença de Lúcio. O meia pareceu-nos mais recuado pela esquerda, dando a entender que cobria as subidas improfícuas do lateral. Como resultado, presenciamos a discreta participação deste bom meio-campista e os erros ridículos de Lúcio.
Clarice
13:25
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!
lunedì, febbraio 06, 2006
Agora falando sério, foi um belíssimo momento, sobretudo devido à comemoração mais do que autêntica de jogadores e comissão, opondo-se a essas dancinhas da chuva e sambadinhas marketeiras.
Clarice
21:03
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!
domenica, febbraio 05, 2006
Clarice
20:47
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!
giovedì, febbraio 02, 2006
Devido às recorrentes falhas de Dida, a vaga de arqueiro titular na Copa do Mundo deste ano está "caindo no colo" de Marcos. Pena que não no sentido denotativo da expressão, pois se o fosse, Marcos tentaria agarrá-la com bastante vigor assim como fez com as bolas no jogo de ontem. Na atual temporada, o goleiro palmeirense ainda não foi devidamente exigido. Ou seja, não é possível assegurar ou rejeitar sua titularidade na seleção brasileira. Na partida desta quarta, no entanto, o goleiro não me inspirou confiança suficiente para lhe render o status de nº 1 da meta verde-amarela. Ele realizou defesas complicadas, contudo passou a impressão de estar passando de todas as bolas. Seu problema não era alcançá-las, pelo contrário. Ele chegava à linha da bola e a ultrapassava, no limiar de passar lotado. Assim, encaixava todas à altura da barriga. Reforçando minha maldade destilada anteriormente: a maioria das bolas "caía em seu colo", mesmo que forçosamente. Trata-se de uma situação de risco visto que a realização deste tipo de defesa propicia mais rebotes, ou como se diz na linguagem coloquial, é bem mais fácil o goleiro "bater roupa". À parte este descompasso no tempo de bola e a total desatenção que apresentou no segundo gol do Deportivo Tachira, Marcos ainda é o melhor para fechar o ângulo ao sair da meta, além dos seus famosos milagres embaixo das traves. Não tem, entretanto, titularidade garantida na Copa do Mundo. Precisa trabalhar muito, independente do baixo nível de todos seus concorrentes.
Corinthians 5 x 0 São Bento
Só pra deixar registrado que não houve intervenções faltosas nos lances que originaram os dois pênaltis conferidos por Tevez e a falta convertida por Ricardinho. Pra completar, cinco gols de bola parada. Que beleza, heim! Uma máquina esse TimãoÊÔ.
Clarice
10:29
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!