"Entre a vitória real e a moral há margem para todos os argumentos."
Carlos Drummond de Andrade

Olá! Este blog é dedicado à minha maior paixão, o futebol. Aqui serão publicados meus escritos com dados, análises, críticas e opiniões acerca dos principais acontecimentos desse esporte. Sempre que possível, pretendo incluir notícias de campeonatos, seleções e clubes estrangeiros, além de informações sobre outros esportes que venham a ser convenientes. Tentarei (em vão) equilibrar coração e razão, pois escrever movida pelo fanatismo é um presságio para um texto sem credibilidade, no entanto, como eu já disse, futebol é uma paixão e isso me ajudará a escrever com afinco e entusiasmo! 

Pra quem não identificou, o layout tem como tema o jogador Alex, frisando sua passagem gloriosa pelo Palmeiras. Ele é quem eu posso chamar de ídolo, pois o acompanho desde o Brasileirão de 97. Atualmente, mesmo longe do Verdão [brilhando em gramados turcos pelo Fenerbahçe], continua a me maravilhar.



:: Perfil ::

"Cumpri o dever e não driblei o meu destino. Meu destino era amar o futebol. Amei-o."
Paulo Mendes Campos

Meu nome é Clarice e tenho 22 anos. Sou palmeirense e, na minha terra, simpatizo com o Vozão, o Ceará.

Adoro qualquer esporte. Acho que o deleite de um atleta alcança o cume das sensações e é superior a qualquer outro prazer. 

Já gostei mais de Fórmula 1. Mesmo após a morte de Senna, continuei acompanhando as temporadas. No entanto, durante a hegemonia de Schumacher, comecei a considerar a modalidade previsível e enfadonha visto que não possuo tantos conhecimentos tecnológicos. O que sempre me atraiu foi o aspecto esportivo: disputa, tática e talento individual do piloto. Nos últimos anos, tento retomar o hábito de ver os GPs.

Nunca sequer andei de patins, mas aprecio bastante assistir às exibições de esportes radicais. 

Preferia Paula à Hortência. Sou uma das únicas pessoas que não criticou Guga em seu desejo obstinado de continuar jogando mesmo com todos os entraves físicos. Defendo os estaduais e gosto de campeonatos disputados por pontos corridos, apesar de não abominar competições com partidas eliminatórias. 

Já joguei futsal por muito tempo. Fui capitã, pivô titular e camisa 10 da seleção do colégio. Parei por causa de um problema no joelho (patela lateralizada). Minha meta é voltar a jogar. Desde que me machuquei, venho sofrendo da abstinência. Sinto o vazio que tomaria Camus sem o absurdo, Lispector sem suas epifanias e Gessinger sem sua parabólica.

Caso alguém queira colaborar com um artigo sobre qualquer esporte, uma crônica, uma crítica, o que for, por favor, pode entrar em contato comigo no e-mail caicinha@hotmail.com ou aderir à comunidade do Beijos Pra Torcida no orkut.

Se quiser saber mais sobre mim, acesse meu blog pessoal.



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Armando Nogueira

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Nelson Rodrigues

- A invasão corintiana
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- Complexo de vira-latas
Nelson Rodrigues

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Nelson Rodrigues

- Garrincha
Nelson Rodrigues

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Eduardo Galeano

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- Zizinho
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- O ano dourado de Alex
Armando Nogueira

- Com quem Alex não faz sucesso
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Alex e Dirceu Lopes
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Alex faz Fenerbahçe sonhar
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- Alex, contra a carência de futebol
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O AleX da questão
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Um meia clássico, que cadencia o ritmo do jogo
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Quando o 10 é + 1
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Cine Palmeiras exibe "Sete homens e o mesmo destino"
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 martedì, gennaio 31, 2006

Domingo à noite (acho), eu estava mudando os canais até que cheguei ao Premiere Futebol Clube, que exibia um tape da partida entre Palmeiras e Corinthians válida pela primeira fase do Brasileirão 2002, no qual o Verdão foi rebaixado. Durante tal campeonato, admito que só dei a devida atenção aos jogos que decidiram o rebaixamento e à parte de mata-mata, que culminou no delicioso título do Santos em cima dos gambás. O que mais me surpreendeu não foi o placar de empate, o qual não demonstrava a discrepância entre as duas equipes, mas a escalação do alviverde. Jornalistas esportivos e afins costumam dizer que aquele time palmeirense não era tão ruim a ponto de cair para a Série B. Até então, confesso que eu costumava repetir tais dizeres apesar de não recordar 2002 tão claramente como me lembro de 1995 ou 1999, por exemplo. Depois do que vi neste domingo, devo discordar. Bem, a única estrela do Verdão era o pentacampeão Marcos. Tínhamos mais dois ídolos em campo, porém ambos estavam no declive de suas carreiras: Arce e Zinho. No ataque, o raçudo Muñoz tentava suas arrancadas atabalhoadas. De resto, apenas desconhecidos - vide o beque Marco Aurélio - e figuras que não deixaram saudades como o zagueiro Alexandre e o meia Juninho (o moreno; aos desavisados, não confundir com o Juninho Paulista). Na verdade, o que me doeu até a alma foi ver a camisa 10 que vestiu Djalminha, Alex e Ademir da Guia, trajada por Fabiano Eller. Sim, o zagueiro. Creio e espero que, no máximo, ele atuava como volante. Isso, contudo, é o que mais me envergonha: quais seriam os nossos meias que perdiam a 10 para um jogador cujo posicionamento atual é de beque? E esse Mustafá ainda quer voltar à presidência!

Nota: Nunca esquecer que Adãozinho já usou a camisa 10. Dá um bom slogan pra chapa do Mustagambá.

Clarice 21:34
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!


 domenica, gennaio 29, 2006

Beijos pra torcida que canta e vibra

Após o desempenho pouco convincente diante do Deportivo Táchira, o Palmeiras voltou ao Parque Antarctica para pegar a Portuguesa Santista, então segunda colocada do Paulistão com nove pontos. Numa feliz tarde de sábado, quando até Lúcio atuou bem, o Verdão marcou quatro gols distintos: o inaugural num belíssimo chute de fora da área, dois em jogadas bem arquitetadas com belas trocas de passes e o demais numa finalização de oportunismo. Como o técnico Leão ressaltou, a boa partida não é suficiente para empolgar. No entanto, o time obviamente ganha confiança, entrosamento, começa a ter noção de sua capacidade e limitações, além de atrair mais torcedores para acompanhar e incentivar a equipe na atual temporada.

Desta vez, o trabalho do treinador foi irretocável. Com Marcinho Guerreiro suspenso, Leão optou pela entrada de Reinaldo, mesmo o marcador não sendo um característico cabeça-de-área. Alceu, que se encaixava melhor no perfil, foi preterido e ficou no banco. Confiando na experiência e no bom poder de marcação de Corrêa, o comandante alviverde recuou o segundo volante e deu mais liberdade para Reinaldo, cuja postura afobada não inspira muita confiança diante da zaga. Tal disposição deu mais segurança para a defesa. Mesmo com o desempenho fraco de Reinaldo, que foi sacado no intervalo, a equipe rendeu o suficiente para não precisar de seu apoio ofensivo. Alceu, que acabou o substituindo, também não brilhou. De qualquer forma, sua entrada liberou Corrêa ao ataque. Seguro na marcação e passando muito bem, o "motorzinho" alviverde participou - salvo algum engano - dos dois gols que selaram a vitória alviverde. Já Reinaldo e Alceu foram os piores em campo na primeira e na segunda etapa, respectivamente. Ainda assim, não comprometeram.

Na ala/meia direita, a onipresença e a boa performance do qualificado Paulo Baier não surpreenderam. Os olhos gordos de tricolores, alvinegros e da corja de Mustafá que desdenham de seus 31 anos foram respondidos em campo, com sua movimentação por todos os setores. É verdade que Baier não é um exímio marcador, porém tal característica não provém de um suposto condicionamento prejudicado pela idade. O lateral-direito consegue voltar para cercar; o problema real parece ser uma inabilidade na hora de dar o bote. Quanto à forma física, ele não deve nada.

Lúcio foi quem realmente queimou as línguas de todos nós corneteiros. Caso alguém estivesse vendo o lateral jogar pela primeira vez, provavelmente pensaria que se tratava de um bom jogador. Ele não errou todos seus cruzamentos-balõezinhos, não antecipava demasiadamente a bola na hora de conduzi-la, nem deu muitos passes na fogueira. Até voltava pra marcar e dividia algumas. Para sua má sorte, foi substituído no segundo tempo por Márcio Careca, que foi discreto, entretanto deu mostras de bons atributos. Já que esta realmente foi a primeira atuação de Márcio com a camisa alviverde, atribuir-lhe características pode ser uma precipitação equivocada e desnecessária. Cautelosamente, pode-se dizer que ele causou uma impressão inicial razoável, pendendo para boa.

No entanto, o destaque do time estava na meia-esquerda. Como já foi previsto por aqui, o rendimento do habilidoso e eficiente Ricardinho está ascendendo e o Verdão cresce proporcionalmente. Apesar de sua técnica, o canhoto joga com simplicidade, fazendo um contraponto ao preciosismo de Marcinho e Edmundo. Não só por ter marcado dois gols, mas devido a seus passes geralmente precisos e de rápida execução, o ex-colorado encheu os olhos e nos faz remeter - guardadas todas as proporções - a outros bons meias que passaram pelo Alviverde Imponente. Além disso, seu belíssimo gol na primeira etapa foi providencial, pois o time havia criado bastante e, apesar de ainda ser superior à Briosa, o Verdão caía de rendimento àquela altura. Uma informação para gambás e bambis se esbaldarem: Ricardinho tem 30 anos.

Mais adiante, o meia-atacante Marcinho vem recuperando seu bom futebol. Dividindo a função de armação com Edmundo e Ricardinho (principalmente), o jovem promissor não fica incumbido da tamanha responsabilidade que, na temporada passada, repartia apenas com o velocista Juninho Paulista. Portanto, Marcinho fica mais livre para arriscar e, conseqüentemente, errar. Não podemos deixar de ressaltar, mesmo que soe um tanto quanto implicante, sua insistência em jogadas de efeito. Quando acerta, como aconteceu no toque de calcanhar que fez parte da jogada do último gol de Ricardinho, são lances vistosos. Marcinho, contudo, precisa aprender a dosar um pouco tal preciosismo para se tornar um jogador mais completo e eficaz.

Quanto ao ídolo Edmundo, que jogou muito mal no meio da semana, pode-se dizer que houve uma clara evolução. O Animal não decidiu diretamente a partida nem deu espetáculo de outrora, mas foi premiado por seu esforço com um gol de cabeça, pegando bem posicionado a sobra de um escanteio. Como frisou Leão, o atacante brilhou no Figueirense por causa do estilo de jogo em contra-ataque que o time catarinense adotava. A situação no Verdão é diferente. Pegando a bola com menos velocidade e precisando parar diante do marcador, Edmundo fica mais vulnerável a erros. Como afunila bastante pelo meio, vem perdendo lances em demasia. Ontem, no entanto, quando a Portuguesa passou a dar mais espaço, o Animal exibiu sua qualidade em trocas rápidas de passe, mostrando sua inteligência e visão de jogo (vide os gols finais de Marcinho e Ricardinho).

Na tão contestada posição de homem-gol, Washington substituiu Enilton, sem condições físicas, no time titular. Centroavante de ofício, Washgol fica mais preso na área e se movimenta bem menos do que o atacante machucado, postura que traz conseqüências dúbias. O time perde qualidade técnica e movimentação, todavia compensa ganhando uma referência fixa na frente e descongestionando as imediações da área. Mesmo com o constante burburinho da possível contratação de um grande finalizador, Washington não fez feio. De fato, apareceu pouco, porém não inventou: tocou de lado quando era necessário, subia para cabecear e ainda beliscou a trave após um giro típico de centroavante.

O resultado em si não é o mais empolgante. Entretanto foi uma vitória convincente perante um adversário veloz e que só havia perdido uma partida, contra o Corinthians - com lances de pênaltis não marcados, frangos e gols de pebolim. E o mais importante: o Palmeiras mostrou um futebol vistoso, que a goleada aplicada na Ponte Preta durante a reta de chegada do Zveitão, por exemplo, não trouxe. Não apenas pelos 4 a 0, mas devido às boas atuações tanto individuais quanto setoriais, assim como a falha clamorosa do goleiro Ronaldo (antigo gambá, eterno rival), o Verdão finalmente afagou a torcida que canta e vibra. Aos 18 mil palestrinos presentes no Parque Antarctica e tantos outros espalhados além dos limítrofes dos Jardins Suspensos, sintam-se beijados.

Clarice 16:56
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!


 venerdì, gennaio 27, 2006

Que pensamento tupiniquim de que o Edmundo não pode ficar no banco! Primeiro, não é preciso se precipitar. Com mais uma informação esquisita vinda do departamento médico alviverde, constando que Juninho Paulista ainda passará 2 ou 3 semanas sem condições de jogo, não faz sentido Edmundo dar lugar para Cristian ou Gioino. No máximo, Washington poderia entrar. De qualquer modo, caso o Animal não venha a render como titular, ele vai pro banco e ainda tem potencial pra ser muito útil. Se arrumar confusão com o Leão, algo que os gambás da imprensa vêm torcendo para que aconteça, o clube reincide o contrato. Mesmo assim, duvido que Edmundo compre briga. Ninguém lembra que ele era reserva do Fluminense? Num time com o qual ele não tinha nenhum vínculo histórico/afetivo ou identificação, ele esquentava o banco e, apesar de atuar muito pouco, ainda entrava bem em alguns jogos segundo fontes tricolores.

Clarice 14:41
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!


 giovedì, gennaio 26, 2006

Como minha rotina está apertada (e só tende a piorar), sobra-me pouco tempo para brincar de cronista. Deste modo, meus textos ornamentados e compactados escassearão por aqui. Portanto, vou lançar minhas idéias ao léu. Já que sou do contra, começarei (e concluirei) apontando os erros das análises jornalísticas. Meu ouvido não é penico, é uma fossa a céu aberto.

- Prova irrefutável de que pouca gente está acompanhando os jogos do Verdão: a atuação de ontem não foi tão pior quando comparada às anteriores, que renderam o tão badalado 100% de aproveitamento. Mesmo assim, vários jornalistas e torcedores de Globo Esporte trataram a última partida do alviverde como uma decepção. Então, queridos, o rendimento máximo de 2006 também não significava nada mesmo antes da bola rolar pela Pré-Libertadores.

- No Sportscenter de domingo, PVC - meu comentarista preferido - deixou mostras de que não assistiu à partida entre Palmeiras e Mogi visto que ele não mencionou a troca de posicionamento entre Marcinho Guerreiro e Correa, algo que sua boa percepção futebolística não deixaria passar. Tal permuta foi mais uma invenção totalmente descabida de Leão, pois Guerreiro vinha muito bem recuado como terceiro zagueiro e Correa, além de mais qualificado para ajudar na armação, havia influenciado diretamente na ascensão de Paulo Baier nos jogos anteriores por proteger bem as subidas do lateral/ala. Parece que o treinador percebeu o erro a tempo e o corrigiu no intervalo.

- Durante a transmissão do jogo do Verdão contra o Deportivo Táchira, a dupla Galvão e Noronha provou que não manja tanto de bola ou, sendo benevolente, não vem acompanhando o Palmeiras desde o final de 2005 até este início de temporada. Eles certamente não viram as três primeiras atuações de Marcinho (o meia-atacante) em 2006, que foram de doer. Além disso, na reta de chegada do último Brasileirão, o então artilheiro palmeirense mostrou-se oscilante. Eu jamais diria que Marcinho é um jogador ruim, muito menos contesto sua titularidade. No entanto, numa análise crua, devemos admitir que ainda lhe faltam calma, cadência, confiança e simplicidade. Hoje, Marcinho não pode ser considerado o maestro do time. Trata-se de um jogador veloz, habilidoso e bom finalizador, contudo abusa de jogadas de efeito, de certo preciosismo (lê-se "firulento") e nem sempre sabe atuar de acordo com a situação da partida, ou seja, às vezes inicia lances de velocidade com afobação quando a atitude mais prudente e conveniente para a equipe seria parar e rodar a bola.

- Essa imprensa puxa-saco só sabe contestar o Leão quanto às suas birras com arbitragem, porém não esboça uma objeção acerca das intervenções do treinador durante a partida. Ontem, por exemplo, pra quê sacar Correa? O meio-campista estava exercendo seu papel corretamente. Pior: colocar Reinaldo, que já não transmite muita confiança, após tantos meses de contusão. A alegação do comandante palestrino foi a de que Correa não subia e, por isso, não liberava Paulo Baier. Confesso que não compreendi. Talvez ele tenha se expressado de uma maneira que não me foi inteligível. Bem, o resultado da troca foi um aumento considerável da vulnerabilidade do lado direito defensivo. Já a presença ofensiva de Reinaldo foi discreta. Nos primeiros minutos, ele disputou algumas bolas com ímpeto e sua usual afobação, entretanto não passou disso. Caso Correa estivesse em campo, o time subiria ao ataque mais organizado e provavelmente seria mais incisivo.

- Edmundo realmente esteve péssimo nesta quarta. O Animal afunilou bastante pelo meio e, também devido a isso, errou a maioria dos passes, se não todos. Com cinco rodadas, reparei que ele insiste nas tabelas pelo miolo e nos lançamentos longos ao passo que dificilmente finaliza a gol. Realmente acho que o atacante merecia ser sacado, mesmo pelo fraquíssimo Gioino, mas seu estilo de jogo mais cadenciado fez falta durante o segundo tempo. Sua substituição foi justificável e necessária, entretanto não poderia ter ocorrido simultaneamente à saída de Correa. Sem o Animal e o "motorzinho" palmeirense, restou apenas Ricardinho para rodar e carregar a bola com mais calma e qualidade. Se a entrada de Cristian no lugar do canhoto realizou-se por questões físicas, Leão foi imprudente quando tirou Correa e Edmundo. Caso o treinador tenha optado substituir Ricardinho por motivos técnicos/táticos, foi uma péssima escolha uma vez que Cristian não tem estabilidade para entrar numa partida desta importância.

- Lúcio é um jogador velocista cujo repertório de jogadas limita-se a balõezinhos pífios. Durante a série B de 2003, ele rendeu bem por causa do estilo de contra-ataque que Jair Picerne adotava. Os anos passaram; ele não agradou em 2004, muito menos no curto período de 2005 no qual atuou e começa 2006 em péssima fase. Seu poder de marcação é nulo; seu porte físico, insignificante; não cruza, dá balõezinhos sobre a área; erra 90% dos passes, dos quais 95% ocorrem em regiões perigosíssimas deixando avenidas aos contra-ataques dos adversários, que ainda pegam a defesa desmontada; não tem a menor noção de sua limitação técnica, arriscando jogadas de craque; entrega a maioria das bolas na fogueira ou lança forte demais. Pode dar chapéu, passar na corrida, encontrar um companheiro bem posicionado no engodo da área... Nada justifica sua presença no plantel palmeirense. Ele compromete em momentos cruciais. Ontem, por exemplo, estava posicionado fora da área num lance de escanteio e puxou para dentro. Previsivelmente errou e entregou a bola aos venezuelanos que encontraram a defesa alviverde toda desguarnecida. Sorte que o time era horrível e o ex-bambi, ruinzinho.

- Elogiei Marcinho Guerreiro nas partidas iniciais do Paulista, contudo ontem ele não esteve bem. Muito precipitado, assim como os demais. Teve 90 minutos para se acalmar e, já no finzinho do jogo, ainda entrava nas bolas como um louco.

- Paulo Baier é nosso Sorín calvo: onipresente, ala/meia/lateral/vez-por-outra-enfiado-na-área-pra-finalizar. Só que parece que marca pouco e ruim. De onde que o Leão tirou que ele poderia ser segundo volante? Que birra é essa com o Correa...

- Ricardinho vem me agradando bastante, pois joga com simplicidade e demonstra boa técnica, tendo potencial para ser o organizador do meio-de-campo.

- Critico o Leão, mas gosto de seu trabalho e acho que ele geralmente enxerga bem o jogo. O que complica é o fato de ele inventar demais – dizem/creio que por vaidade. Mesmo assim, adoro as cortadas que ele dá nos jornalistas. Ontem, um mala indagou-lhe a respeito da arbitragem que validou dois gols ilegais a favor do Palmeiras. Ele respondeu secamente "segundo você, o jogo foi 0 a 0, então não tenho nada mais pra comentar".

Clarice 12:47
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!


 venerdì, gennaio 20, 2006

Ricardinho - Ricardinho por Ricardinho, prefiro o careca canhotinho do Verdão. Já um meia que faz o estilo enceradeira Parreira - ou seja, um jogador horizontal que fica tocando de lado - não me põe medo.

Élton - É um firulento e piolhento.

Carlos Alberto - É um firulento, piolhento e caceteiro.

Michael - Leão minou parte da nossa esperança de ver Lúcio no banco ao disponibilizar Michael para empréstimo. Quarta, foi anunciada sua transferência para Marília. Será que Márcio Careca é tão ruim assim? Só pode, pra ser reserva do Lúcio.

Lúcio - Ele pode dar suas corridinhas e acertar aqueles balõezinhos no bambo. Enquanto continuar comprometendo tanto defensivamente, prefiro qualquer outro mais marcador.

Adidas - O novo material alviverde dividiu opiniões. Pessoalmente achei o seguinte: os agasalhos estão perfeitos; a camisa principal, que resgatou o verde-escuro clássico, ficou muito bonita; os uniformes dos goleiros, especialmente o azul-escuro com detalhes amarelos, saíram belíssimos; a blusa feminina - prática já comum da Adidas (vide as tiragens de Real, Milan, Argentina, França, etc) - ficou ótima; já as roupas de viagem, como a camisa pólo e a bermuda, não me agradaram, pois prefiro as da Diadora, que eram mais tradicionais; quanto ao uniforme número 2, não gostei muito por causa das listras verdes excessivamente grossas.

Recalque - Três pensamentos manjados de gambás, bambis e anti-palmeirenses em geral que não acompanham o Palestra:
- Dizem que o Edmundo está velho. Além da idade avançada, sempre o vinculam a Romário, provavelmente por causa da imagem deixada em tempos do pior ataque do mundo do Flamengo, do Vasco que disputou o torneio de verão de 2000, do Flu da Unimed e dos bad boys. No entanto, Romário tem 40 anos enquanto que o Animal está com 34. Uma boa diferença, principalmente nessa faixa. Sem contar que o baixinho é centroavante e agora não sai da garapa. Já Edmundo, que sempre foi segundo atacante, está fazendo o caminho inverso: recua pra buscar e distribuir jogo, tabelar e lançar, às vezes quase como um meia.
- Falam que o Leão é o gênio que faz mágica com o elenco do Verdão. Saibam que essa de pôr o Baier de segundo volante foi uma das suas invenções menos absurdas. Ainda bem que neste ano ele está dificultando menos e mudando a tempo.
- Acham que o Marcinho é o jogador decisivo. Ele é um dos, mas se fosse o único, o Palmeiras não estaria na pré-Libertadores e mendigaria poucos pontinhos no Paulista que se inicia. Em 2006, por exemplo, os demais meias Cristian e Ricardinho apresentaram um desempenho bem superior em comparação a Marcinho. Até o Edmundo mais recuado deu conta do recado com maior competência. No ano passado, Juninho Paulista talvez tenha sido até mais decisivo do que ele. Mesmo assim, concordo com a paciência do Leão em deixá-lo no time titular. Quando ele engrenar, não vai ter pra ninguém: jogador rápido, habilidoso, bom finalizador e com um toque de bola excelente.

Clarice 06:43
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!


 lunedì, gennaio 16, 2006

O Beijos Pra Torcida inicia as atividades de 2006 dispondo de nova hospedagem para evitar contratempos técnicos de outrora.


Palmeiras

Após uma breve pré-temporada e somente duas partidas oficiais, ambas válidas pelo Campeonato Paulista, apenas observações e prognósticos despretensiosos podem ser feitos acerca do Palmeiras deste ano. No entanto, as expectativas positivas quanto ao time de Leão são quase unânimes entre atletas, diretoria, comissão técnica, torcida e imprensa. Apesar das atuações nas partidas contra Ituano e Marília não terem empolgado, já podemos tecer algumas análises táticas, individuais e setoriais. Confiram-nas:

Marcos - Ainda pouco exigido, o goleiro não teve exatamente uma performance de Santo nem de "mão de mulambo" (como o chamamos quando rebate mal as bolas e/ou não demonstra muita firmeza de seu punho).

Gamarra - Marcou um gol (em posição ilegal de difícil marcação) na estréia, contudo se destacou principalmente diante do Marília, pois passou grande segurança na marcação, em arremates e nas saídas de bola. Parece estar numa forma infinitamente melhor daquela com a qual encerrou o Brasileirão 2005. Ou seja, a retaguarda palmeirense deste ano tende a ser mais forte.

Daniel - Assim como seu parceiro de zaga, Daniel continua apresentando a lentidão usual. Por outro lado, também teve um grande desempenho defensivo na segunda partida. Há ainda outro ponto em comum com o paraguaio que atua ao seu lado: ambos balançaram as redes do Ituano.

Amaral - Não comprometeu na marcação e esboçou boas jogadas ofensivas, entretanto ainda é muito jovem para a titularidade do Verdão. De qualquer forma, parece uma opção interessante para a reserva de Paulo Baier.

Lúcio - Ainda estamos esperando a renascença do lateral-esquerdo alviverde da Série B de 2003. Seu pecado mais grave não reside nos cruzamentos pífios nem nos balõezinhos que só servem para o goleiro opositor fazer a ponte. Já estaríamos bastante gratos se ele não entregasse tantas bolas nos pés dos adversários em posições cruciais, geralmente resultando em contra-ataques perigosíssimos. Para completar, seu porte físico esquálido é sempre desfavorável nas disputas mais duras. Também por isso que ele raramente ganha uma dividida. Só nos resta torcer para que Lúcio corra bastante no ataque ou então esperar que ele seja sacado do time titular. De preferência, substituído por alguém com características de marcação mais fortes, dando maior confiança a todo o setor defensivo e, assim, liberando as ações ofensivas pela ala direita. Aliás, o Lúcio poderia ser trocado até mesmo por um lateral-esquerdo como o Michael, que deve muito quando precisa defender, porém possui uma qualidade técnica superior.

Marcinho Guerreiro - Provavelmente o atleta que mais se destacou nas duas partidas citadas. Cumpriu muito bem seu ofício de marcador - ora terceiro zagueiro, ora cabeça-de-área - e não inventou nos momentos de sair com a bola. Dantes criticado severa e merecidamente por TODOS os palmeirenses, hoje é peça essencial no esquema de Leão. Sem mais delongas, sua permanência no Palestra Itália parece ter sido um grande acerto da diretoria.

Paulo Baier - Foi discreto contra o Ituano, nada rendendo de segundo volante, posição na qual vem sendo escalado de início. Ainda assim, deu mostras de que sabe jogar. Durante o primeiro tempo diante do Marília, ainda incumbido da marcação no meio-de-campo, cometeu em torno de 5 faltas. Deste modo, além de perder bastante força ofensiva quando atua nesse posicionamento, Baier parece não ser o homem ideal para cumprir a tarefa de "morder" na meia-cancha. Correa, que desempenhou tal função na etapa final, provou possuir competência tanto para marcar quanto para ajudar na armação. A propósito, Correa entrou no lugar de Amaral, deslocando Baier para a lateral-direita. Em sua posição de origem, o lateral/ala realizou pouco, mas o time em si cresceu.

Correa - Segundo o que já foi dito, seu desempenho na última partida foi bastante esclarecedor. Mesmo que não atue desde o início no próximo jogo, sua presença no time titular parece uma questão de tempo. Caso mantenha o bom aproveitamento nas bolas paradas, passes e marcação, será inevitavelmente escalado.

Cristian - Vem repetindo a irregularidade da temporada passada. Foi de longe o melhor em campo no primeiro tempo da estréia; arrancando, driblando, passando muito bem e cruzando para o gol de Daniel. Caiu um pouco durante a segunda etapa e, na partida seguinte contra o Marília, parecia em queda livre (desprezando o atrito do ar). Estava disperso e não acertava um toque, lançamento, chuveirinho, drible, nada. Aliás, foi o principal responsável pelo gol do Marília. Após vários bater cruzamentos tenebrosos, Cristian cobrou muito mal um tiro de canto. Tal erro resultou num contra-ataque fatal dos donos da casa, pois a dupla de zaga alviverde estava na área adversária para tentar o cabeceio. Ou seja, apenas Amaral e Marcinho Guerreiro estavam postados no campo de defesa palestrino. Marcos ainda saiu do gol na tentativa de abafar a bola de Bruninho, contudo esta sobrou para o ex-lateral palmeirense empurrar à meta.

Ricardinho - O meia-esquerda entrou com os dois jogos em andamento e, apesar do curto tempo que dispôs, mostrou habilidade e eficiência. Deu um lançamento esplêndido para Gamarra marcar contra o Ituano e iniciou a bela jogada que resultou no gol da vitória diante do Marília. Já faz sombra ao instável Cristian e ao discreto Marcinho (o meia-atacante).

Marcinho - Apagado no jogo perante o Ituano e durante vários momentos da última partida, pelo menos realizou algumas boas jogadas de linha de fundo contra o Marília. Insiste num erro da temporada passada que consiste em se posicionar dentro da área ao invés de atuar mais pelas pontas e/ou tentar tabelas e lançamentos pelo miolo. A tarefa que teoricamente lhe cabe vem sendo desempenhada geralmente por Enilton, novo centroavante do Palmeiras. Apesar de demonstrar certa qualidade para movimentar-se e cair pelas alas, o novato não possui a capacidade técnica de Marcinho, que está bem mais apto para exercer tal função. Esperamos e torcemos fervorosamente pela evolução do jovem meio-campista, pois se trata de um atleta essencial como já foi constatado em 2005.

Edmundo - Suas atuações foram discretas, é verdade, mas também passaram longe da displicência e da mediocridade. Ele até sofreu a falta que resultou na batida certeira de Correa. Num balanço geral, o Animal quase não tentou arremates a gol, distribuiu algumas bolas com inteligência e esboçou tabelas pelo meio. Como o treinador alviverde indicou com suas substituições, ainda falta condicionamento físico ao eterno ídolo palmeirense. Edmundo certamente crescerá e ajudará bastante.

Enilton - Durante a pré-temporada, segundo rumores, o desempenho do ex-matador do Juventude não agradou. Contra o Ituano, o atacante pareceu tímido nos primeiros minutos. Com o tempo, entretanto, iniciou boa movimentação e descidas pelas pontas. Pudemos notar um bom toque de bola. O centroavante manteve tal postura diante do Marília, dando uma bela assistência (provinda da ponta) para o gol de Washington. Parece bom jogador, mas falta concluir a gol.

Washington - Entrou bem na primeira partida, porém só ganhou real força para reivindicar titularidade com o gol no segundo jogo. O bom domínio de bola aumenta suas chances em comparação ao argentino Gioino, que durante a temporada passada matava 90% das bolas na canela além de sempre entrar em impedimento. Já na briga com Enilton, ele largou na frente no quesito "finalização" com sua conclusão forte e rasteira no gol diante do Marília.

Clarice 22:21
Senta a pua, quebra o pau, manda brasa, solta a franga, sai de baixo, baixa a lenha, manda ver, roda a baiana!